Notícia / Política
Publicado em 06/09/10 - 09h26
'É o DNA do PT', diz Serra sobre acesso a dados sigilosos
Suspeito de acessar dados do tucano Eduardo Jorge é filiado ao PT. José Serra criticou Dilma Roussef por não falar mais sobre o assunto.
Fonte: G1

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O candidato do PSDB à Presidência José Serra ao evento de campanha em São Paulo (Foto: Mariana Oliveira / G1)

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse neste domingo (5) não ter dúvidas sobre o envolvimento do PT no escândalo de quebra de sigilos na Receita Federal.

Ao ser questionado sobre se a informação de que  um analista de Minas Gerais suspeito de ter acessado os dados fiscais do tucano Eduardo Jorge dez vezes é filiado ao PT mostra a atuação do PT no episódio, ele disse: "Não tenho dúvidas. Isso é DNA do PT. Mas não quero ficar neste domingo de natureza cultural me aprofundando neste assunto", disse o candidato.

Serra visitou neste domingo o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, acompanhado do candidato ao governo do estado pelo PSDB, Geraldo Alckmin.

Segundo " O Estado de S. Paulo", um analista da Receita Federal fez dez consultas a informações sigilosas de Eduardo Jorge em abril de 2009 na agência de Formiga, a 210 km de Belo Horizonte. De acordo com registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE),  ele é filiado ao PT desde agosto de 2001.

A filha de José Serra, Veronica, também teve seu Imposto de Renda acessado por meio de uma procuração falsa. O procurador pediu filiação ao PT de Mauá, na Grande São Paulo em 2003. O partido diz que a filiação não foi efetivada. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP)  afirma que houve registro de filiação.  

O candidato ainda criticou a principal adversária, a petista Dilma Rousseff, por não falar mais sobre o escândalo de quebra de sigilos.

Ao comentar as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste sábado,  que questionou a existência de quebra de sigilos,Serra afirmou: "Não vou ficar batendo boca com o Lula, mas o Lula poderia pensar o seguinte: Dilma já está à sombra dele na campanha, na concepção da candidatura. Agora, ficar à sombra até no debate da campanha? Há coisas que devem ser debatidas pelo candidato. Há uma substituição no caso da Dilma. Quem debate é o presidente do partido, o presidente da República. Já estava na hora de a Dilma se mostrar".

Para Serra, o candidato "tem que se manifestar, e não pedir ao presidente da República que o defenda ou agrida os outros por conta dele, dela".

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