Notícia / Brasil
Publicado em 04/02/12 - 14h18
Mancha de óleo que vazou na Bacia de Santos está 'reduzida', diz Marinha
Ondas e ventos fortes estão ajudando a dispersar a mancha de óleo. Navios da Petrobras estão realizando dispersão mecânica com jatos d’água.
Fonte: G1

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As manchas de óleo que vazaram de um duto da Petrobras na área da Bacia de Santos estão “dispersas, bastante reduzidas” em relação à véspera, e “deslocando-se para sudoeste, afastando a possibilidade de o óleo alcançar o litoral”, segundo o Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA) formando por representantes da Marinha do Brasil, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).

Grupo de Acompanhamento e Avaliação trabalha na região em que óleo vazou de duto da Petrobras na Bacia de Santos, na região do pré-sal (Foto: Divulgação/Marinha)

Segundo nota divulgada na noite desta quinta-feira (2), "as condições do mar na área, com ondas de 2,5 a 3 metros e ventos de 17 a 27 nós, tem contribuído para a dispersão das manchas".

O comunicado informa que fiscais da ANP recolheram informações que servirão de subsídios para a apuração das causas do incidente e que o Ibama também esteve a bordo e analisará a atuação da Petrobras na resposta ao vazamento.

Imagem mostra embarcação realizando dispersão mecânica com jatos d’água (Foto: Divulgação/ Marinha)

“A partir dessa avaliação, será estudada a possibilidade de aplicação de sanções administrativas”, destaca o comunicado do Grupo de Acompanhamento e Avaliação.

“Peritos da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro já efetuaram a coleta de dados no Navio-Plataforma, que instruirá o Inquérito instaurado para apurar o incidente. (...) A Marinha do Brasil permanece com um navio e uma aeronave 24 horas na área.”

A nota diz que embarcações da Petrobras continuam realizando ações de resposta, por meio de dispersão mecânica com jatos d’água.

Petrobras
Em nota divulgada na noite desta quinta-feira, a Petrobras disse que o trabalho de coleta do óleo derramado já foi concluído e afirmou que deu início à implantação do Plano de Monitoramento Ambiental.

“Esse plano, que tem por objetivo avaliar possíveis impactos ambientais da ocorrência, tem procedimentos estabelecidos pelo Ibama”, diz a estatal.

A Petrobras reforça que o trabalho de dispersão mecânica dos vestígios de óleo no mar está sendo apoiado por sobrevoos de helicóptero.

“A Petrobras informa, por fim, que só solicitará autorização para retomar o Teste de Longa Duração de Carioca Nordeste após a conclusão das investigações sobre as causas da ocorrência.”

O rompimento se deu no duto que liga o poço à plataforma. “Não houve vazamento do poço, que foi fechado automaticamente após a ruptura do duto.”

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