Notícia / MundoA guerrilha colombiana das Farc anunciou ensta quarta-feira (1º) que suspendeu indefinidamente a libertação de seis policiais e militares, que estava prometida desde dezembro passado.
O motivo seriam operações militares na zona da entrega dos reféns, segundo comunicado.
"A área que tínhamos escolhido para a liberação dos prisioneiros de guerra Luis Alfonso Beltrán, César Augusto Laso, Carlos José Duarte, Jorge Trujillo, Jorge Humberto Romero e José Libardo Forero foi militarizada injustificadamente pelo governo da Colômbia, o que nos impõe adiar sua concretização", diz texto no site da guerrilha.
"Queremos libertá-los vivos, mas parece que o governo prefere entregá-los em caixões a seus familiares", afirma ainda o comunicado, ressaltando, no entanto, que a determinação unilateral do grupo de libertar os reféns continua de pé.
O comuniado é dirigido a um grupo de personalidades, entre as quais figura a Prêmio Nobel da Paz Rigoberta Menchú e as escritoras Elena Poniatowska e Isabel Allende, assim como a ex-senadora colombiana Piedad Córdoba, a quem prometeu as libertações.
Os seis reféns estão há mais de doze anos em cativeiro e seriam entregues a uma missão humanitária em uma data ainda não definida.
Em troca dessa libertação unilateral, a guerrilha pede melhores condições de reclusão para seus combatentes presos.
![]() |
| Reprodução de vídeo do site das Farc nesta quarta-feira (25) (Foto: Reprodução) |
As Farc, que recentemente libertou unilateralmente 20 reféns, ainda mantêm em seu poder pelo menos onze policiais e militares.