Radiodifusão / Ministério Das Comunicações
Publicado em 01/10/11 - 12h14
Parceria entre empresas vai cobrir o Amazonas com banda larga via satélite
A empresa norte-americana 03B Networks fechou uma parceria com a brasileira Ozônio para cobrir todo o estado do Amazonas com internet de alta velocidade via satélite.
Fonte: Ministério das Comunicações

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A empresa norte-americana 03B Networks fechou uma parceria com a brasileira Ozônio para cobrir todo o estado do Amazonas com internet de alta velocidade via satélite. A parceria, anunciada nesta semana em Manaus, consiste no lançamento de oito satélites de média órbita para cobrir a região com conexões que vão de 1 a 10 Mpbs. A meta é chegar mesmo aos locais mais remotos, onde a cobertura por fibra óptica é muito difícil tecnicamente.

Isso seria possível por se tratar de satélites não geoestacionários, ou seja, satélites que ficam a uma distância menor da superfície da Terra, o que aumenta a força do sinal. Segundo o diretor do Departamento de Banda Larga do Ministério das Comunicações, Artur Coimbra, que representou o MiniCom no evento, a iniciativa vai ao encontro dos objetivos do governo com o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL).

“Trata-se de um projeto importante para o estado do Amazonas por oferecer conectividade melhor e mais barata para lugares inatingíveis de outras maneiras. Por isso é perfeitamente complementar às ações do PNBL”, diz.

Pela parceria, a Ozônio comprou capacidade de um dos oito satélites de média órbita que estão sendo construídos pela empresa O3B e devem ficar prontos até o fim do ano que vem. Os satélites ficarão espalhados ao longo da Linha do Equador, cobrindo não só o Brasil. O que a Ozônio fez foi comprar um dos feixes do satélite que fica sobre o Amazonas, com um raio de 700 km, garantindo a cobertura.

Segundo Artur Coimbra, a empresa tem um plano de montar uma espécie de datacenter nos municípios do interior, com uma estrutura dotada de antenas para pegar o sinal do satélite. A partir daí, a Ozônio revenderia capacidade de banda a preços menores para pequenos provedores locais, prefeitura, empresas de telefonia e outros interessados em levar a internet até o consumidor final. “Ela vai atuar de uma forma muito parecida como Telebrás atua hoje no PNBL, vendendo capacidade no atacado”, explica. Com preços mais baixos para os pequenos provedores, cairia também o valor final para o usuário.

Coimbra ressalta que, embora a viabilidade técnica e econômica do atendimento ao interior seja maior por satélite, as metas do PNBL de construir uma rede de fibra óptica no Amazonas continuam a valer. Atualmente, apenas dois municípios são cobertos com fibra: Manaus e Presidente Figueiredo. A meta é alcançar 20 municípios em três anos, quando todas as ações de implantação de fibra do PNBL forem concluídas.

“O Amazonas é o estado mais desservido atualmente por comunicação em banda larga, em face das dificuldades de se implantar a rede de fibra óptica, da dispersão populacional e das dificuldades logísticas. Com este satélite, a tendência é que boa parte dos problemas de conectividade no interior do estado sejam resolvidos”, avalia.

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