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| O ministro das Comunicações, Paulo Bernado durante a solenidade de abertura do Evento “TI E TELECOM NA COPA 2014 E OLIMPÍADAS 2016” na quarta-feira (10). Divulgação |
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que estão previstos R$ 200 milhões para a Telebrás fazer investimentos “caso seja necessário aporte de recursos federais na construção de mais redes de telecomunicações” para atender aos jogos mundiais de futebol. Ele acrescentou que, neste caso, a estatal alugará a infraestrutura para o prestador de serviços da Fifa. “Não vamos dar nada para ninguém”, afirmou Bernardo, reforçando afirmação anterior de que, após os jogos, as fibras continuam sendo da Telebrás e “cumprindo as atribuições do Programa Nacional de Banda Larga”.
Também o diretor do Departamento de Banda Larga do Ministério das Comunicações, Artur Coimbra, disse que o governo espera que a iniciativa privada se articule para realizar os investimentos necessários para preparar as cidades brasileiras que serão sedes da Copa 2014 com uma forte estrutura de transmissão de dados.
“O governo, em última instância, se compromete que em um estádio específico vai existir infraestrutura nas condições técnicas exigidas pela Fifa”, explica. Acrescenta que grande parte dessas exigências já está cumprida, uma vez que as cidades-sede já possuem redes de telecomunicações bastante robustas, sobretudo no caso da fibra óptica.
Entretanto, caso o governo avalie que a iniciativa privada não conseguiu fazer todos os investimentos necessários para garantir internet de qualidade durante a Copa do Mundo, a Telebrás poderá ser acionada para garantir que as exigências impostas pela organização do mundial sejam cumpridas.
Artur Coimbra frisa que a responsabilidade do governo é garantir a existência e a disponibilidade de infraestrutura. “Caso essa estrutura ainda não exista, o governo vai se articular com as prestadoras para que ela exista, vamos averiguar se alguma delas tem interesse em investir. O governo também pode usar medidas fiscais e regulatórias para induzir esses investimentos. E em último caso, o governo pode investir diretamente, por meio da Telebrás”, explica.
O orçamento da Telebrás prevê que possam ser gastos até R$ 200 milhões para investimentos complementares em preparação para a Copa do Mundo. Mas um pedaço dessa fatia, de acordo com o diretor do Departamento de Banda Larga do MiniCom, poderá ser usado na preparação de infraestrutura de telecomunicações para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.
Em relação ao interesse das empresas privadas em construírem e melhorarem as redes de comunicações para a Copa do Mundo, Artur diz acreditar que o próprio negócio já é um investimento atrativo. “São áreas metropolitanas, muito movimentadas. Além dos estádios, há os edifícios de escritórios próximos. O atendimento desses lugares é, por si só, rentável”, avalia. Ele acrescenta que o governo acredita que não vai ter problemas em garantir as exigências da Fifa: “A Telebrás vai atuar como um braço de investimento, caso seja necessário”.
Para a realização da Copa do Mundo no Brasil, o governo assinou com a Fifa uma lista com 11 garantias de investimentos preparatórios para os jogos. De acordo com esse documento, o Ministério das Comunicações é responsável pelo cumprimento da garantia de existência de redes de telecomunicações e tecnologia da informação.