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    BRASIL E VENEZUELA FECHAM ACORDO NA TV DIGITAL

    Os governos Lula e Chávez (Brasil e Venezuela) fecham acordo para cooperação na TV Digital. Acertam parceria para adoção do sistema ISDB-T. Medida reforça padrão nipo-brasileiro na América do Sul.

    Fecharam no dia 30 de outubro, em Caracas, a parceria para o desenvolvimento e implantação do sistema de TV Digital nipo-brasileiro naquele país. Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez se encontram para, entre outras medidas previstas pelo protocolo governamental, formalizar os termos do acordo de cooperação técnica entre os dois países que define as etapas para a implantação do ISDB-T (Integrated Services Digital Broadcasting Terrestrial), como é chamado o padrão de TV Digital aberta nipo-brasileiro.



    A Venezuela é o quinto país da América do Sul a adotar o sistema de TV Digital aberta. Além do Brasil, os governos de Peru, Argentina e Chile anunciaram este ano a adesão ao padrão. O governo brasileiro vem promovendo encontros com técnicos dos governos de Equador, Cuba, República Dominicana e Haiti para mostrar as vantagens do sistema.



    De acordo com o ministro das Comunicações, Hélio Costa, que acompanha o presidente Lula a Caracas e vai assinar o memorando de entendimento com o ministro de Ciência e Tecnologia e Indústrias Intermediárias, Jesse Chacón, a medida é extremamente positiva. “O ISDB-T é o sistema de TV Digital mais avançado do mundo, com imagem de alta definição, que permite a portabilidade e mobilidade gratuitas e assegura a adoção de políticas públicas de amplo alcance social”, ressalta Hélio Costa. Ele embarca para Caracas nesta quinta-feira, junto com o presidente da República.



    Economia



    A Venezuela anunciou, em 6 de outubro, a decisão de adotar o sistema japonês de TV Digital, com as modificações brasileiras. A decisão é considerada importante pelo ministro Hélio Costa e reforça a posição do governo brasileiro de construir, em conjunto com as nações vizinhas, um padrão de TV Digital comum para a região.



    “É importante que a indústria de eletro-eletrônicos e os radiodifusores de nossos países compartilhem um sistema comum. Isso é vital para o desenvolvimento econômico, social, político e cultural de toda a região”, diz Hélio Costa. O governo estima que, por conta da adoção do sistema ISDB-T pelos países vizinhos, a capacidade de produção da indústria de televisores, por exemplo, vai dobrar nos próximos anos em função do aumento de demanda. Atualmente, a produção de aparelhos de televisão da indústria nacional é de 10 milhões de equipamentos por ano.



    Segundo informações do ministro Jesse Chacón, o sistema de TV analógico será desativado na Venezuela em 2018. A decisão do governo venezuelano de adotar o ISDB-T demorou três anos de avaliação das alternativas à disposição no mercado internacional: o DVB (europeu), o ATSC (americano) e o ISDB-T (japonês).



    Inclusão



    O governo venezuelano concluiu que o sistema ISDB-T, em especial o mecanismo de compressão de vídeo H.264 e o middleware Ginga, programa de interface com o usuário instalado nos conversores digitais, é o que oferece as melhores condições para as necessidades do país. No anúncio da decisão, no início deste mês, Chácon destacou os diferenciais do sistema nipo-brasileiro para os objetivos da inclusão social.



    A expectativa dos técnicos do Ministério das Comunicações e do Itamaraty é que a adesão da Venezuela influencie outros países vizinhos. O próprio Chávez já anunciou que trabalhará com o Brasil pela adoção do novo sistema por todos os países da Aliança Bolivariana para as Américas, que inclui Antígua e Barbuda, Bolívia, Cuba, República Dominicana, Equador, Honduras, Nicarágua, São Vicente e Granadinas.



    Missões oficiais de representantes dos ministérios das Comunicações, Relações Exteriores e Casa Civil vêm conversando com autoridades dos países vizinhos numa tentativa de manter entendimentos para transformar o sistema japonês, que recebeu inovações de pesquisadores e cientistas brasileiros, em um standard para a América Latina.

    Fonte: Ministério das Comunicações


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